Liga dos Campeões: Manchester City vence Bayern; Inter de Milão vence Benfica - TÁ NA ÁREA

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Liga dos Campeões: Manchester City vence Bayern; Inter de Milão vence Benfica

 

O Manchester City colocou um pé nas semifinais da Liga dos Campeões ao vencer o Bayern de Munique por 3 a 0 nesta terça-feira, 11, no jogo de ida disputado na Inglaterra. 

O meia espanhol Rodri colocou os donos da casa na frente com um belo chute de fora da área no primeiro tempo (27') e o português Bernardo Silva (70') e o norueguês Erling Haaland (77') marcaram os outros gols de uma vitória que poderia até ter sido maior. O City foi muito superior ao Bayern que terá a difícil missão de reverter essa situação na próxima quarta-feira, em Munique.

A partida no Etihad Stadium se anunciava como um duelo entre dois dos melhores e mais bem-sucedidos técnicos da última década, Pep Guardiola e Thomas Tuchel, e eles não decepcionaram. 

O espanhol propôs uma linha defensiva de três homens (Akanji, Ruben Dias e Aké) que quando o City não tinha bola era de quatro com Stones encaixado ao lado do zagueiro português, enquanto que em situações de ataque o português ajudava Rodri no meio-campo a fornecer bolas a Gundogan, De Bruyne, Bernardo Silva e Grealish, sendo Haaland o homem mais adiantado. 

Tuchel, por sua vez, tentou se contrapor ao lotado meio-campo inglês colocando seus jogadores no setor (Kimmich, Goretza, Coman, Sané e Musiala) e deixando outro meio-campista, Serge Gnabry, como único atacante, já que seus dois atacantes de ofício, Sané e Müller, começaram no banco. 

As duas equipes brigaram pela posse de bola nos primeiros minutos e se mostraram perigosas ao pisar na área adversária, mas foi o City quem abriu o placar com um chute de fora da área de Rodri que entrou no ângulo superior do gol defendido por Yan Sommer (28'). 

O gol não mudou a postura de nenhum dos times, mas se o City pode se orgulhar de algo nesta temporada é o seu arsenal ofensivo e um cruzamento de De Bruyne terminou com um disparo de Gündogan que Sommer, exibindo seus reflexos, mandou para escanteio com o pé (34').

- Haaland de novo -

O Bayern assumiu a posse de bola na reta final do primeiro tempo, mas Akanji e Aké não permitiam que Coman e Sané avançassem pelas pontas, o que levou Sané a tentar de longe, em posição parecida com a de Rodri no gol. Mas o disparo de pé esquerdo passou raspando a trave (45+2'). 

Sané voltou a arriscar no início do segundo tempo com três chutes nos primeiros oito minutos que fizeram Ederson mostrar serviço, algo que quase não precisou fazer na primeira etapa. 

O goleiro brasileiro voltou a evitar o empate em uma cabeçada de De Ligt (55') num momento do jogo em que o Bayern parecia perto de marcar, mas os donos da casa também criaram perigo com chutes de Aké (57') e Ruben Dias (58') que esbarraram em um Sommer inspirado. 

Em pouco mais de dez minutos houve mais chutes a gol do que em toda a primeira etapa e a equipe de Guardiola quis diminuir o ritmo, o que a levou a juntar as linhas e Julián Álvarez entrou no lugar de um cansado De Bruyne para recuperar o nível de pressão.

E foi justamente a pressão de Grealish sobre Upamecano que levou o zagueiro francês a errar na saída de bola e Haaland cruzou na medida na segunda trave para Bernardo Silva cabecear para o fundo da rede (70'). 

O City sabia que poderia deixar a classificação encaminhada e Julián Álvarez esteve perto de marcar, mas Sommer fez uma grande defesa desviando um chute certeiro do argentino (75'). 

Mas o goleiro da seleção suíça nada pôde fazer dois minutos depois, quando Stones desviou de cabeça um cruzamento para a área e Haaland, em posição acrobática, mandou para a rede. 

Foi o décimo primeiro gol do norueguês em sete jogos da Liga dos Campeões nesta temporada o que o coloca como artilheiro. 

O castigo poderia ter sido pior para o Bayern, já que o City teve chances de marcar o quarto, como em um chute de Julián Álvarez que por pouco não acertou (83) e em uma cabeçada de Rodri que Sommer desviou com a ponta dos dedos (87'). 


A Inter de Milão esqueceu por uma noite ses maus resultados das últimas semanas e encaminhou sua classificação às semifinais da Liga dos Campeões ao vencer por 2 a 0 em sua visita ao Benfica, nesta terça-feira, 11, em jogo de ida das quartas de final. 

Nicolo Barella, de cabeça aos 51 minutos, e o belga Romelu Lukaku, de pênalti aos 82, marcaram os gols da vitória do time italiano no Estádio da Luz, em Lisboa.

A Inter não vencia desde o dia 5 de março, quando derrotou o Lecce por 2 a 0, e este duelo contra o Benfica veio num momento muito difícil, depois de ter somado apenas um ponto nos últimos quatro jogos da Serie A e de ter saído da zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões.

A vitória no Estádio da Luz é um alento para o seu questionado treinador, Simone Inzaghi, que espera cumprir sua missão na quarta-feira da próxima semana, no jogo de volta, em Milão. 

O Benfica, que está nas quartas de final pela segunda temporada consecutiva, vai agora precisar de uma virada histórica na Itália se quiser voltar a uma semifinal do principal torneio europeu, algo que não consegue desde 1990. 

É o segundo revés do atual líder do campeonato português em casa em apenas quatro dias. Na última sexta-feira foi derrotado no mesmo estádio por 2 a 1 pelo Porto, que aproveitou para reduzir para sete pontos a distância em relação ao seu grande rival.

Eficiência italiana 

No primeiro tempo o jogo foi equilibrado, sem um domínio claro de nenhuma equipe. 

Rafa Silva esteve perto de abrir o placar para o Benfica aos 15 minutos, mas uma grande intervenção do goleiro visitante, o camaronês André Onana, evitou o gol. 

João Mário (19') e o espanhol Alejandro Grimaldo (33') também tentaram para o time da casa com chutes que foram ligeiramente para fora. 

A Inter chegou mais pontualmente, mas também teve uma grande chance de abrir o placar antes do intervalo, com um chute de Francesco Acerbi (26') que passou raspando o ângulo superior. 

O bósnio Edin Dzeko também quase marcou de cabeça na cara do gol aos 39 minutos após um cruzamento de Nicolo Barella.

O próprio Barella foi o responsável por colocar a Inter em vantagem aos 51 minutos, desviando de cabeça um cruzamento de Alessandro Bastoni na segunda trave, que juntamente com Denzel Dumfries foi fundamental mais tarde, aos 54 minutos, para salvar sua equipe numa confusão na área que o Benfica não conseguiu aproveitar. 

Aos 66 minutos o goleiro grego Odisseas Vlachodimos impediu o segundo d Inter, num contra-ataque que terminou com um disparo do armênio Henrikh Mkhitaryan. 

O Benfica não encontrava uma forma de empatar. Grimaldo, aos 72 minutos, voltou a mandar uma bola que passou raspando. 

Os portugueses continuavam tentando até que uma revisão do VAR acabou resultando em um duro golpe: o árbitro marcou pênalti após um toque de mão na bola na área de João Mário e Lukaku, que havia começado como reserva e entrou no segundo tempo, converteu aos 82 minutos, apesar de Vlachodimos adivinhar o lado da cobrança. 

O estádio Giuseppe Meazza receberá daqui a oito dias este duelo entre lendas do futebol europeu, que já disputaram uma final deste torneio, a de 1965, em que a Inter, comandada por Helenio Herrera, venceu o Benfica de Eusébio por 1 a 0. *AFP

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