Ex-jogadores de futebol buscam sucesso como técnicos
O Rio Grande do Sul tem uma relação forte com a formação de treinadores, iniciada nos anos 80 e 90. Nomes como Luiz Felipe Scolari, mais conhecido como Felipão, ex-zagueiro que, ao encerrar sua carreira, no CSA, passou a atuar como treinador, sendo inclusive um dos mais vitoriosos da história do futebol brasileiro. Já Dunga, ex-volante, assumiu o comando da seleção brasileira em 2006, ajudando a consolidar essa identidade competitiva para além do estado. Pouco depois, Tite também trilhou seu caminho desde os gramados, onde atuou como volante no Caxias a partir de 1978, até se firmar como um dos principais nomes à beira do campo.
Já neste novo milênio, essa tradição manteve-se viva com perfis bem distintos. Renato Portaluppi, Roger Machado, Lisca e Argel Fucks mostram maneiras diferentes de interpretar o jogo, enquanto Rogério Zimmermann construiu uma trajetória mais discreta, mas consistente.
O ponto em comum entre todos é a passagem como jogador antes da carreira fora das quatro linhas. E, nesse aspecto, o Rio Grande do Sul continua a revelar novos nomes que começam a ganhar espaço no mercado.
Passar de jogador a treinador não é uma transição linear. Todo o processo para assumir essa função é exigente. No Brasil, a CBF Academy organiza a formação por meio de licenças que vão da C à Pro, com exigências ligadas a conhecimento tático, gestão de grupo, análise de desempenho e metodologia de treino. No cenário internacional, o modelo UEFA segue uma lógica parecida, mas ainda mais estruturada. Quem deseja ser técnico vai precisar estudar e entender o jogo em profundidade, e, por isso, muitos iniciam como auxiliares ou em categorias de base antes de conseguirem assumir os times principais.
Para quem vive uma paixão assim pelo futebol, acompanhar o surgimento de nomes como Tiago Nunes no comando da LDU Quito ou Bruno Coutinho, ex-jogador e atual treinador do Inter de Santa Maria, também faz parte da emoção do jogo. E, para quem gosta de analisar cada detalhe das partidas, estatísticas e odds, vale lembrar que o oddschecker é o melhor comparador de apostas no Brasil, onde o torcedor pode acompanhar de perto tudo o que acontece dentro e fora de campo com o seu time do coração.
Renan Brito começa a receber oportunidades
A mudança de Renan Brito para a área técnica ainda está num estágio inicial, mas já dá para perceber que ele escolheu um caminho de construção e não de pressa. Ex-goleiro do Internacional, onde viveu momentos importantes e aprendeu desde cedo a conviver com pressão, ele agora começa a ganhar espaço em uma função bem diferente da que o tornou conhecido dentro de campo.
No caso de um ex-goleiro, existe sempre uma curiosidade extra sobre essa transição. Quem atua nessa posição costuma desenvolver uma leitura mais ampla da partida, observando o posicionamento dos colegas, percebe o comportamento da defesa e entende com mais clareza o tempo de cada lance. Isso não transforma ninguém em treinador automaticamente, mas ajuda a formar um olhar mais analítico sobre o jogo. É justamente esse tipo de bagagem que Renan tenta levar agora para o novo trabalho.
Ainda não se fala de um nome consolidado no mercado, mas de alguém que vai recebendo chances, observando, aprendendo e construindo a própria ideia de futebol. Para quem está começando, isso pode valer mais do que dar um salto cedo demais.
Pedro Carmona prepara-se para dar o próximo passo
Pedro Carmona é um daqueles casos em que a carreira como jogador deixou a sensação de que podia ter ido ainda mais longe. Com passagem pela base do Internacional, passou muito tempo dentro da estrutura do clube e viveu de perto uma fase importante, justamente num período em que o elenco principal começava a ganhar outra cara com a chegada de nomes como D’Alessandro. Era um ambiente competitivo, exigente, cheio de referências, e isso naturalmente deixou marca na forma como ele passou a entender o futebol.
A projeção cresceu quando chegou ao Palmeiras. Felipão viu-o jogar no Criciúma, gostou do que percebeu e levou-o para São Paulo. Foi ali que Pedro viveu um dos episódios mais lembrados da carreira, ao marcar contra o Ajax num amistoso internacional. Não era um gol qualquer, nem um adversário qualquer, e esse momento acabou por reforçar a ideia de que havia ali um jogador em clara evolução.
Quando começava a dar sinais mais fortes de afirmação, Pedro sofreu uma lesão grave no joelho que travou esse embalo. A carreira seguiu, com passagens por clubes como Sport Recife e Paysandu, mas já num contexto diferente.
Hoje, o interesse está menos no que ele poderia ter sido como jogador e mais no que pode construir como treinador. Pedro gosta muito do estilo de Fernando Diniz, e essa ligação não é por acaso. Ele foi treinado pelo também ex-jogador no início de sua trajetória fora das quatro linhas, no Audax, numa fase em que esse modelo de jogo ainda começava a ganhar forma. Mais recentemente, esteve num projeto no exterior com Osmar Loss, experiência que lhe acrescentou repertório e outra visão de trabalho.
Tem formação, viveu contextos muito diferentes dentro do futebol e conhece de perto o que significa ter a carreira interrompida justamente quando parecia pronta para dar um salto. Talvez por isso chegue a esta nova etapa com uma leitura mais madura do jogo e do próprio ambiente que rodeia um vestiário.
Na transição para treinador, Pedro leva consigo referências bem definidas. Sempre demonstrou afinidade com o estilo de toque de bola e movimentação intensa. Agora, procura consolidar o seu espaço como treinador principal. Com uma base sólida, experiências diversificadas e uma leitura moderna do futebol, o próximo passo passa por encontrar o contexto certo para transformar esse percurso em resultados dentro de campo.
Fonte: O Sul

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