Clubes das Séries A e B declara dívidas à CBF
Mais da metade dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro declarou possuir algum tipo de dívida na segunda verificação do fair play financeiro realizada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), criada pela CBF em 2026. Os débitos envolvem pagamentos a jogadores e treinadores, compromissos entre clubes e pendências com órgãos governamentais.
A ANRESF estabeleceu três datas de corte ao longo do ano para acompanhar a situação financeira das equipes das duas principais divisões do futebol nacional. Nesta segunda verificação, a referência foi 30 de junho, com a documentação entregue pelos clubes no fim de julho.
O primeiro prazo, previsto inicialmente para março, foi adiado duas vezes e acabou encerrado em 11 de maio. A terceira e última análise do ano terá como data de corte 31 de outubro, com a entrega da documentação prevista para novembro.
Dívidas antigas têm período de adaptação

Apesar do número elevado de clubes com débitos declarados, a ANRESF estabeleceu um período de adaptação para as dívidas contraídas antes de 2026. Até 30 de novembro deste ano, os clubes que tiverem esse tipo de pendência estarão sujeitos apenas a advertência.
A situação é diferente para as obrigações assumidas a partir de 1º de janeiro de 2026. Nesses casos, o regulamento prevê uma escala progressiva de punições para os clubes que não cumprirem suas responsabilidades financeiras.
A relação de sanções inclui:
- Advertência pública;
- Multas financeiras;
- Retenção de receitas;
- Transfer ban;
- Perda de pontos;
- Rebaixamento;
- Cassação da licença.
Quatro pilares de sustentabilidade financeira
O sistema criado pela CBF é baseado em quatro pilares: controle de dívidas, equilíbrio operacional, controle dos custos com o elenco e limitação do endividamento de curto prazo.
Para as dívidas, obrigações assumidas a partir de 1º de janeiro de 2026 têm controle imediato nas três janelas de fiscalização. Já débitos anteriores têm prazo de adaptação até 30 de novembro de 2026, com a exigência de que as parcelas estejam em dia.
O regulamento também estabelece limites para os clubes. Na Série A, o déficit máximo é de R$ 30 milhões ou 2,5% das receitas; na Série B, R$ 10 milhões ou 2,5% das receitas. Nos gastos com elenco, o limite é de 70% das receitas na Série A e 80% na Série B.
A vigência plena das regras de sustentabilidade operacional está prevista para 2028, com referência ao resultado contábil de 2027.
Fonte: Bahia.ba

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